{"id":12626,"date":"2019-04-06T18:42:34","date_gmt":"2019-04-06T18:42:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tortoro.com.br\/blog\/?p=12626"},"modified":"2019-04-06T18:44:54","modified_gmt":"2019-04-06T18:44:54","slug":"trialogo-entre-artes-poesia-fotografia-e-musica-na-exposicao-sombras-e-reflexos-em-veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tortoro.com.br\/?p=12626","title":{"rendered":"\u201cTRI\u00c1LOGO\u201d ENTRE ARTES: POESIA, FOTOGRAFIA E M\u00daSICA NA EXPOSI\u00c7\u00c3O SOMBRAS E REFLEXOS EM VENEZA."},"content":{"rendered":"<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-12626 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/tortoro.com.br\/?attachment_id=12627'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/tortoro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SOMBRAS-E-REFLEXOS-FOTO-INICIAL-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/tortoro.com.br\/?attachment_id=12628'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/tortoro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SOMBRAS-E-REFLEXOS-RONDO-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/tortoro.com.br\/?attachment_id=12629'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/tortoro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/SOMBRAS-E-REFLEXOS-VENEZA-CONVITE-PARA-EXPOSI\u00c7\u00c3O-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p><strong>Local: Cult Arte e Eventos.<br \/>\nRua Paschoal Bardar\u00f3, 1206 \u2013 Jardim Bot\u00e2nico<br \/>\nDIA 17 DE ABRIL DE 2019<br \/>\nDAS 20 \u00c0S 22 HORAS.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Exposi\u00e7\u00e3o Sombra e reflexos em Veneza \u00e9 um trabalho que apresenta a parceria foto\/poema\/m\u00fasica, acoplamento art\u00edstico dos textos do eminente poeta Ant\u00f4nio Carlos T\u00f3rtoro com a imagem produzida pelo grandioso fot\u00f3grafo Marco Pires, e ao som ambiente do Rond\u00f3 Veneziano.<\/strong><\/p>\n<p>\tA precis\u00e3o vocabular e a agu\u00e7ada sensibilidade que caracterizam a po\u00e9tica de Ant\u00f4nio Carlos T\u00f3rtoro revelam-se na magia de seus textos, junto \u00e0s fotos de Marco Pires. De um lado, a marca\u00e7\u00e3o r\u00edtmica de seus versos; de outro, a universalidade e a atemporalidade de seus poemas.<br \/>\n\tEssa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 facilmente comprovada quando o leitor depara com os poemas que comp\u00f5em as obras Ecos, Edelweiss, Estrelas no mar ou com as inscri\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas que Ant\u00f4nio Carlos T\u00f3rtoro acrescenta \u00e0s fotos dos tr\u00eas volumes de O passado manda lembran\u00e7a e de Piacevolezza. Essas duas \u00faltimas obras, com muita destreza, eternizam o que uma cidade sem mem\u00f3ria pretende, ingenuamente, apagar, ainda que em nome do progresso e da modernidade.<br \/>\n\tRe\u00fanem-se, na pessoa de T\u00f3rtoro, o educador, o matem\u00e1tico, o cidad\u00e3o, o apaixonado por fam\u00edlia e por sua fam\u00edlia, o perfeccionista, o filantropo, o cr\u00edtico liter\u00e1rio, o cronista, o fot\u00f3grafo e o poeta. Quem lhe conhece a arte fotogr\u00e1fica e como ela surgiu em sua vida \u2013 e eu tenho esse privil\u00e9gio &#8211; tem raz\u00f5es demais para acreditar em Deus, no meu, no dos outros, ou, ainda, na for\u00e7a que move o nosso olhar para a consci\u00eancia da vida, para a an\u00e1lise das atitudes humanas e para a abertura de novos caminhos, quando os conhecidos se fecham ou se enchem de pedras ou de espinhos, como lembra Padre Vieira, em seu Serm\u00e3o da Sexag\u00e9sima.  <\/p>\n<p>\tAo som do Rond\u00f3 Veneziano, o trovador canta; diante dos \u00edcones fotogr\u00e1ficos que desnudam Veneza, Ant\u00f4nio Carlos escreve. O resultado? Um exerc\u00edcio de sensibilidade que agu\u00e7a a frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do leitor. Mesmo sem viajar realmente, ele embarca, idealmente, nas g\u00f4ndolas de Veneza. E ainda leva, em sua bagagem, todos os subs\u00eddios para experimentar a beleza e a harmonia de uma elegante parceria art\u00edstica.<\/p>\n<p>\t<em>\u201cCantarei em versos<br \/>\n \t  os canais de Veneza,<br \/>\n\t   navegando em minha g\u00f4ndola<br \/>\n\t   de sombras e  reflexos.\u201d<\/em><\/p>\n<p>\tA g\u00f4ndola de Ant\u00f4nio Carlos T\u00f3rtoro s\u00e3o seus poemas, somat\u00f3rio arquitet\u00f4nico dos versos que s\u00e3o um convite especial aos leitores para que possam desvendar mensagens, espa\u00e7os e tempos, sempre sim\u00e9tricos, por\u00e9m em nada simult\u00e2neos.<br \/>\n\tA sonoridade das palavras, junto ao som do Rond\u00f3 e o murm\u00fario das fotos, reproduzem o murm\u00fario das \u00e1guas que as g\u00f4ndolas singram, num movimento mim\u00e9tico da trajet\u00f3ria humana.<\/p>\n<p>\t<em>\u201cNavegarei por canais<br \/>\n\t  de muitas mar\u00e9s e hist\u00f3rias,<br \/>\n\t  ouvindo o som das correntes<br \/>\n\t  que, para sempre,<br \/>\n\t  prendem na mem\u00f3ria<br \/>\n\t  p\u00e1ginas prateadas de sonhos<br \/>\n\t  sob arcos de que emanam luzes.\u201d<\/em>\t<\/p>\n<p>\tEm meio a figuras sem\u00e2nticas que d\u00e3o um especial colorido aos poemas, destaco a presen\u00e7a m\u00edstica da sinestesia, um recurso art\u00edstico que comp\u00f5e o cen\u00e1rio poeticamente hist\u00f3rico de Veneza, cidade digna de ser brindada pela comunh\u00e3o autor\/leitor.<\/p>\n<p>\t\u201cSentirei os cheiros todos<br \/>\n\t   mistura de maresia<br \/>\n\t   com aroma de pizza bianca,<br \/>\n\t   mesclado ao de \u00f3leo diesel<br \/>\n\t   dos t\u00e1xis aqu\u00e1ticos,<br \/>\n\t    sob o olhar multicolorido<br \/>\n\t    de fachadas e beirais seculares.\u201d<\/p>\n<p>\tE ainda mais:<\/p>\n<p>\t  <em>\u201cDeixar-me-ei envolver,<br \/>\n\t     por estruturas antigas<br \/>\n\t     que enfeitam margens.<br \/>\n\t     E absorverei extasiado<br \/>\n\t     o aroma adocicado<br \/>\n\t     de um seppie al Nero<br \/>\n\t     enquanto o gondoleiro<br \/>\n\t     aguardar\u00e1 por novo contato.\u201d<\/em><\/p>\n<p>\tO poeta, ser iluminado, joga luz no pensamento de quem frui sua arte, e o mundo, assim revisitado, torna-se bem mais amplo. \u00c9 assim que a po\u00e9tica de Ant\u00f4nio Carlos T\u00f3rtoro, e as imagens de Marco Pires, exp\u00f5em cada detalhe da paisagem.<\/p>\n<p>\t  <em>\u201cPenetrarei os canais<br \/>\n\t    junto a milh\u00f5es de visitantes<br \/>\n\t    admirando a g\u00f3tica arquitetura veneziana<br \/>\n\t    em sua eleg\u00e2ncia discreta.<br \/>\n\t    Sentirei vontade de saudar,<br \/>\n\t     com ta\u00e7a de cristal,<br \/>\n\t     a bandeira exposta na janela,<br \/>\n\t     ao fundo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>\t<strong>Ansel Adams, fot\u00f3grafo mundialmente conhecido, afirmou: \u201cN\u00e3o fazemos uma foto apenas com uma c\u00e2mara; ao ato de fotografar, trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, as m\u00fasicas que ouvimos, as pessoas que amamos.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\t      <em>\u201cPela fresta de minha janela,<br \/>\n\t        &#8212; uma fotografia digitalizada \u2013<br \/>\n\t        entrarei juntamente com a luz<br \/>\n\t        de um dia ensolarado de Veneza,<br \/>\n\t        sem pedir licen\u00e7a.\u201d<\/em><\/p>\n<p>As palavras que comp\u00f5em os versos justificam a amplia\u00e7\u00e3o do enfoque art\u00edstico que a fotografia empresta \u00e0 paisagem. Assim, a comunh\u00e3o foto\/poema ultrapassa a simples capta\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o realizada por um simples olhar cotidiano e fugaz.<br \/>\nQualquer espa\u00e7o, f\u00edsico ou metaf\u00edsico, pode ser a g\u00eanese constante do lirismo po\u00e9tico e da documenta\u00e7\u00e3o da imagem pela arte do fot\u00f3grafo. Ambos comp\u00f5em a met\u00e1fora do encontro perfeito entre o sentimento e sua express\u00e3o.<br \/>\nSem d\u00favida, Veneza retratada pela imagem e codificada pelas palavras torna-se um espa\u00e7o maior de amor: o do fot\u00f3grafo, o do poeta, o do leitor.<br \/>\n\tCom as fotos de Marco Pires e os poemas de Ant\u00f4nio Carlos T\u00f3rtoro, amplia-se o leitmotiv no somat\u00f3rio Veneza fotografada e Veneza poetizada, atinge-se o enriquecimento espiritual por meio da frui\u00e7\u00e3o da arte, e o leitor vivencia o espa\u00e7o veneziano, ainda que at\u00e9 hoje n\u00e3o o tenha pisado.<br \/>\n\tSem tradicional bagagem, com sombras e reflexos, viajemos a Veneza!<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<strong>PROFA. DRA. VERA L\u00daCIA HANNA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Local: Cult Arte e Eventos. Rua Paschoal Bardar\u00f3, 1206 \u2013 Jardim Bot\u00e2nico DIA 17 DE ABRIL DE 2019 DAS 20 \u00c0S 22 HORAS. 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