OS MARINHEIROS DA BIBLIOTECA
“…seus olhos se abriram como o casulo de uma bela borboleta”
Davi M. Batista
Davi Manzoli Batista, receber de presente o seu primeiro livro, “Os Marinheiros da Biblioteca”, foi para mim uma grata surpresa e verdadeira honra.
A história que você criou — com tanta sensibilidade, coragem e imaginação — me tocou profundamente- porque me lembrei dos meus primeiros textos, escritos quando eu ainda era um jovem sonhador, anos 60, estudante do 3º. ano, no antigo IEOM – Instituto de Educação Otoniel Mota.
Dois jovens que enfrentam mares difíceis para salvar uma biblioteca do interior… que bela metáfora para a vida e para o valor do conhecimento!
Vivendo tempos em que tantos abandonam os livros à própria sorte, sua narrativa me faz lembrar que vale a pena lutar por eles, mesmo quando o mar parece revolto: fiz isso minha vida inteira.
A literatura ribeirãopretana precisa de vozes novas, autênticas e comprometidas, com histórias que toquem o coração e levem outros jovens a produzirem literatura.
E você, com apenas 18 anos, já mostra esse dom raro de escrever com alma e com propósito, seguindo os passos do seu avô, e meu amigo/irmão, Cezar Augusto Batista, que também é escritor.
Continue navegando por esse oceano chamado escrita.
Haverá dias de calmaria e outros de tempestade, mas cada palavra lançada ao oceano das letras, é uma semente que pode florescer.
Que este seja apenas o primeiro de muitos livros, que suas ideias nunca se calem, e que o menino que salva bibliotecas jamais deixe de sonhar.
Com admiração e esperança,
ANTONIO CARLOS TÓRTORO
Ex-presidente da ARL- Academia Ribeirãopretana de Letras.
www.tortoro.com.br
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