APRESENTAÇÃO
O poema “TRIÂNGULO”, escrevi quando Irmã Dulce e o Papa João Paulo II, se encontraram em Salvador, Bahia, diante de Cristo crucificado, nos conduz a uma atmosfera de profunda espiritualidade, onde olhares, luzes e símbolos se entrelaçam em uma experiência quase sagrada. A partir da imagem do Pai, da Mãe e do Filho, o texto constrói uma geometria simbólica que ultrapassa o humano e toca o divino. As luzes que se cruzam revelam não apenas presença, mas comunhão — um encontro entre Céu e Terra que envolve Dulce e Paulo em um campo de mistério e transcendência. Nesse cenário, o “Olho-que-tudo-vê” não observa com distância, mas se emociona, como se a própria eternidade reconhecesse a beleza desse instante. Mais do que uma composição poética, “TRIÂNGULO” é um convite à contemplação: um encontro entre fé, amor e mistério que ilumina a alma e revela a delicadeza do invisível.
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