APRESENTAÇÃO
“Quando Setembro Vier…” é uma reflexão poética sobre as estações da existência — juventude, maturidade, velhice e transcendência. O verão representa o fogo dos primeiros sonhos; o outono, a colheita das conquistas; o inverno, a solidão, a memória e a revisão do camin ho percorrido. Mas setembro chega anunciando algo maior: a possibilidade de uma nova primavera. Neste poema, a morte não é apresentada como ponto final, mas como passagem e recomeço. O último setembro abre uma porta para outras dimensões, novos ciclos e novas existências. A criação ultrapassa os limites do tempo: as estrelas tornam-se palavras, o infinito transforma-se em papel e o poeta continua escrevendo seus versos entre céus e terras. É, sobretudo, um poema de esperança e permanência. Porque quem passou a vida criando talvez jamais desaprenda a sonhar, a escrever e a amar.
Fiz este poema em homenagem póstuma à minha amiga/escritora Ely Vieitez Lisboa
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