APRESENTAÇÃO
O som do shofar não chega apenas aos ouvidos: atravessa o corpo, toca a memória e desperta alguma coisa que parece adormecida dentro da alma. Neste poema, transformo esse som ancestral em uma viagem interior — um chamado que parece vir de muito longe e, ao mesmo tempo, de dentro de mim. Entre arrepios, silêncio, mistério e perguntas, o shofar rompe as fronteiras do tempo e me faz perguntar: de onde venho e para onde vou? Talvez seu último sopro se perca no ar. Mas há sons que, depois de ouvidos, nunca mais deixam de tocar dentro de nós.
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