AC TÓRTORO: E A HISTÓRIA DE UM RETRATO
O retratado é de João Baptista de Barros Cruz, sogro do meu amigo, Dr Rui Flávio Chúfalo Guião.
João Baptista era casado com Nice Penna de Barros Cruz, filha de Manoel Penna.
Depois de trabalhar em empresa britânica, veio para ser diretor da Cia.Com.Ind. “ Antônio Diederichsen “, onde meu falecido pai, Claudio Tórtoro, trabalhou por mais de 40 anos — e foi ele o intermediário entre D. Nice e eu, para que uma foto de João Baptista, em trajes informais, em uma pescaria, chegasse até mim, e fosse retratado com terno e gravata. João Baptista havia falecido em 1968.
O quadro/retrato dele — desenhado por mim no início da década de 70, com lápis de cera preto em cartolina creme — ficava na sala da casa da família, e, depois de sua morte, passou para o quarto onde dormia D. Nice (Nice Penna de Barros Cruz) , onde permaneceu até o falecimento dela, aos 98 anos, em 18/03/2020.
Hoje, esse retrato está na posse transitória do filho do casal, Augusto Penna de Barros Cruz, que já o doou para o único neto homem dos Barros Cruz, Benício Nogueira de Barros Cruz, neto do Augusto.
Posso garantir que marcaram minha curta carreira de jovem retratista, um cartão pessoal de D. Nice, onde ela tecia agradecimentos e elogios ao trabalho realizado, assim como posso também, garantir, a honra que sinto, nos meus 71 anos, ao ver meu trabalho perpetuado com grande respeito pelos descendentes da tradicional família Barros Cruz, cuja saga é contada por Rui Flávio Chúfalo Guião na sua obra “Forte Gente”.
CARTÃO RECEBIDO DE NICE PENA BARROS CRUZ POR TER FEITO O RETRATO.
.