OS SETE PRINCÍPIOS DE “MAIS ESPERTO QUE O DIABO” NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
“Uma entrevista exclusiva com o Diabo, escondida desde 1938”
A escola do século XXI enfrenta uma crise de sentido. Muitos estudantes frequentam a escola sem compreender a finalidade de seus estudos, apresentando baixa motivação e reduzido engajamento intelectual. Paralelamente, observa-se aumento da ansiedade, insegurança e dificuldade de planejamento de futuro.
Nesse contexto, a educação precisa ultrapassar o modelo conteudista e assumir uma função formativa mais ampla, contemplando o desenvolvimento cognitivo, emocional e ético. A obra Mais Esperto que o Diabo, de Napoleon Hill, embora não seja um tratado pedagógico, apresenta princípios de formação humana que dialogam com fundamentos contemporâneos da educação integral.
Este artigo tem como objetivo incentivar a leitura desse livro a fim de que seus leitores possam analisar como os sete princípios centrais da obra podem ser aplicados na prática pedagógica escolar, articulando-os com teorias educacionais consolidadas.
A educação integral visa o desenvolvimento pleno do estudante em suas dimensões intelectual, emocional, social e ética. Segundo Delors (1998), educar implica desenvolver quatro pilares fundamentais: aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser.
A teoria sociointeracionista de Vygotsky (1998) destaca o papel das interações sociais no desenvolvimento cognitivo e emocional. O aprendizado ocorre na relação com o outro e com o meio cultural.
Piaget (1976) enfatiza a construção ativa do conhecimento pelo sujeito, reforçando a importância da autonomia intelectual e da tomada de decisões no processo educativo.
A educação socioemocional, por sua vez, tem sido incorporada às políticas educacionais contemporâneas, reconhecendo que competências como autocontrole, resiliência e empatia são essenciais para o desenvolvimento integral.
Hill destaca a necessidade de um propósito definido como base para a realização pessoal. Na educação, esse princípio relaciona-se à construção do projeto de vida do estudante.
Conclusão
A educação contemporânea necessita formar sujeitos autônomos, críticos e emocionalmente equilibrados. A aplicação pedagógica dos sete princípios apresentados por Napoleon Hill — Propósito definido, Autodisciplina, Aprendendo com a adversidade, Ambiente, Tempo, Harmonia e Precaução — oferece um referencial prático para essa transformação.
Ao integrar propósito, autodisciplina, cooperação, resiliência e pensamento independente ao cotidiano escolar, a escola poderá cumprir sua missão de formar cidadãos conscientes e protagonistas de sua própria história.
Mais do que transmitir conteúdos, educar será formar mentalidades livres, responsáveis e capazes de construir um futuro com sentido.
ANTONIO CARLOS TÓRTORO
Ex-presidente da ARL – Academia Ribeirãopretana de Letras
www.tortoro.com.br
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