MINHA CAMINHADA: DO METODISTA AO ANCHIETA

“Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda, se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso… Mas sê o melhor no que quer que sejas”.

Pablo Neruda

No dia vinte e seis de fevereiro de dois mil e treze, completo quarenta anos trabalhando com Educação: Professor ( de Matemática, Física e Desenho Geométrico),  Coordenador Pedagógico, Orientador Educacional.
Tudo começou numa sala de aula do Colégio Metodista, nos idos de 1973 — pelas mãos do saudoso Reverendo Gomes —, ministrando aulas de Estatística e Matemática Comercial e Financeira para o curso Técnico em Contabilidade.
Nessas quatro décadas, mais conhecido como Toninho, passei pelo antigo Colégio Santa Úrsula, o “Santão”  da rua São José, pelo SENAI, Cursinho Equipe, curso noturno profissionalizante da Barão de Mauá e, atualmente, sou, levado pelas mãos do amigo, prof. João Alberto de Andrade Velloso,  Orientador Educacional no Colégio Anchieta/Objetivo, sempre deixando marcas ( infelizmente nem sempre compreendidas devido à minha personalidade forte e firme ) na busca de meus objetivos : formar cidadãos conscientes de suas responsabilidades, e participantes.
Do baú de minhas lembranças como especialista em Educação, fazem parte muitas histórias, todas elas repletas de tudo aquilo que tornam a vida digna de ser vivida: alegrias, tristezas, ganhos, perdas, risos, lágrimas, conquistas , decepções, momentos de justiças e injustiças, encontros e desencontros.
Na sala de troféus de minha memória, guardo na parede depoimentos — que seguem abaixo — e que me mostram ter valido a pena ter vivido a vida de educador/professor que até agora vivi.
“O senhor foi meu mestre, ao lado da maravilhosa professora Vera Lucia Hanna, que me forjou com a fantástica gramática da língua portuguesa. Sou eternamente grato pelos seus ensinamentos e pelos da professora Vera Lucia Hanna. Que Deus continue abençoando os seus caminhos” —  Militão
“Você sempre fez parte da minha casa  pois mesmo hoje, passados tantos anos (18 anos, mais ou menos) minha mãe se lembra da fila para falar na sala do Toninho. Mas acredite, a fila valeu a pena. Hoje sou arquiteta. Fiz mestrado, e começo o doutorado. Já sou Professora, e minha mãe tem orgulho de dizer que ainda bem que tinham as broncas do Toninho. Saudades,  e quando precisar estaremos por aqui” — Flavia Elaine.
“Toda vez que te vejo em algum artigo de um jornal me vem na lembrança,como se fosse hoje .Era dia do estudante, onze de agosto,  e você entregou uma mensagem que todos os professores assinaram,  e você escreveu  “Que sejamos eternos estudantes”. Isso foi sensacional, me marcou para a vida” — Henriqueta.
“Apesar de tudo,  em relação a tudo o que  fiz que não deveria ter feito, se é que você me entende. Mas como os tempos mudaram, e os pensamentos também, te considero prá caramba, viu. Você é uma pessoa muito especial. Fica na paz” — João.
“Nossa Toninho que saudade. Quando vi sua foto tive uma nostalgia.Lembrei-me de tanta coisa boa que vivi, e você fez parte!!!  Eu estou morando nos EUA por dois anos. Eu gosto e tenho muito carinho por você !!! Espero poder te ver logo!!!” — Carla.
“Você  é aquela pessoa que passa na vida de um aluno e ninguém o esquece. Forte Abraço” — Márcio.
“Querido “Toninho”, seu exemplo de educador é inesquecível!!!!!
Registro aqui, com muita simplicidade, mas com amor, meu carinho.
Obrigada por sempre fazer tudo, até as coisas mais simples, de coração!!!!!! Felicidades” — Cris.
“Tórtoro, bom encontrá-lo aqui ( no Facebook ). Declamei algumas coisas ( poesias) suas em minha época de colégio…não sei se você se lembra. Hoje sou advogado e um grande admirador de seu trabalho” — Jaime.
“Toninho, nunca fui uma aluna exemplar em matemática (você bem sabe e tanto que fui para outra área), mas sempre fui fã da forma como nos ensinava. E tenho que confessar que hoje, trabalhando na área de comunicação, seus ensinamentos foram super importantes. Nunca mexi tanto com planilhas, números, projeções. Lembro-me de você sempre dizer que a matemática está em  tudo. É a mais pura verdade! “ — Adriane.
“Você sempre fez e fará parte de nossas vidas. Obrigado por ter sido tão temido e por isso na época tão respeitado, hoje lhe respeitamos por valor. Feliz por ter algum lugar (Facebook) para nos comunicarmos com pessoas que fizeram parte de nossa bela e boa fase” — Daniela.
Enfim, sinto que fui, e sou, somente uma senda na importante missão a mim confiada por Deus:  mas já posso confessar que vivi.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO
ancartor@yahoo.com
www.tortoro.com.br

 

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