POEMA SAPATOS – APRESENTAÇÃO
No poema SAPATOS, objetos cotidianos ganham voz — e que voz! À beira da cama, tênis, saltos e sapatos sociais tornam-se personagens de um drama íntimo. Gritam silenciosamente, expõem conflitos, revelam identidades e papéis que vestimos ao despertar. O tênis escancara a pressa sufocada. O salto alto entoa uma ópera contida. O couro, em suas cores e formas, traduz escolhas, máscaras e desejos. Sempre aos pares, sempre prontos para caminhar — mas nunca neutros. SAPATOS é metáfora do amanhecer humano: o parto da manhã, quando vestimos nossos papéis e enfrentamos o mundo, carregando, nos pés, os ecos dos nossos mais profundos conflitos.
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