POEMA VAZIO – APRESENTAÇÃO
No poema VAZIO, a cidade transforma-se em boca aberta — arcada dentária de concreto onde prédios são dentes arrancados e tratores tornam-se instrumentos cirúrgicos de uma modernidade implacável. Cada demolição cria um espaço que logo será preenchido, mas nunca devolve o que foi perdido. Entre próteses de luxo e memórias soterradas, Ribeirão Preto se reconstrói como Fênix urbana — porém sem o encanto da infância que habitava suas fachadas antigas. O progresso fecha os espaços físicos, mas abre vazios na história. VAZIO é um lamento crítico e amoroso. Questiona o preço do crescimento e denuncia o silêncio diante do tombar do patrimônio. É poesia que escava — não o concreto — mas a consciência coletiva.
https://www.youtube.com/shorts/8c44Rn5UDoA
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