POEMA IGREJA DOURADA – APRESENTAÇÃO
No poema IGREJA DOURADA, convido o leitor a atravessar os portais verde-folha de um dos mais intensos cenários do Barroco baiano, onde ouro, jacarandá e fé se entrelaçam. Entre colunas salomônicas, querubins, fênix e ecos de liberdade, revelo não apenas a opulência artística, mas também as marcas da dor e da esperança que habitam cada detalhe esculpido. A igreja não é somente arquitetura: é memória viva. É o Divino que permeia matéria, suor, sangue e arte. É o contraste entre a clausura e o grito, entre a opressão e o Espírito que observa do teto. Ao final, resta um desejo profundo — permanecer ali, suspenso entre beleza e transcendência, na intimidade silenciosa com o Criador.
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