ARTIGO: FÊNIX DA EDUCAÇÃO: UMA NOVA JORNADA

FÊNIX DA EDUCAÇÃO: UMA NOVA JORNADA.

Aos quase 76 anos de idade e 52 como Especialista em Educação ( Orientação Educacional, Administração Escolar e Supervisão Escolar)  , comecei a notar um olhar diferente nas pessoas ao meu redor. Um olhar carregado de quase piedade e pesar, como se enxergassem em mim alguém que se aproxima do fim, alguém prestes a ser inutilizado pelo tempo. Mas, ao invés de me render a essa visão limitada e reducionista da velhice, resolvi dar uma resposta à altura: iniciei uma pós-graduação EAD em Psicopedagogia Institucional na UNINTER Ribeirão Preto, do Jardim Paulista: diante da jovem Tati, que me atendeu para a realização da matrícula, eu me senti com vinte anos.

Nos próximos oito meses, serei uma Fênix ressurgindo das cinzas que insistem em colocar ao meu redor. Cinzas da acomodação, do conformismo, do preconceito contra a idade. Cinzas que muitos aceitam sem questionar, mas que eu me recuso a deixar que me cubram. Afinal, ainda tenho muito a oferecer à Educação de crianças e jovens. Esse sempre foi o meu propósito de vida: servir.

Acredito que o verdadeiro educador nunca para de aprender. A cada nova geração de alunos, surgem novos desafios, novas necessidades, novas formas de ensinar e acolher. A Psicopedagogia Institucional me dará ferramentas para continuar fazendo o que sempre fiz: orientar, apoiar, transformar vidas. Não apenas a dos estudantes, mas também a dos pais, professores e profissionais das escolas, que enfrentam, muitas vezes, dilemas complexos sem o suporte necessário.

Quero mostrar aos idosos que me conhecem, que reciclar-se é preciso. Que aprender não tem prazo de validade. Que nossa mente não se torna obsoleta se não permitirmos que isso aconteça. Como escreveu Fernando Pessoa: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Adaptando essa máxima, digo: reciclar-se é preciso, estagnar não é preciso.

Enquanto houver fôlego, enquanto houver paixão pelo que faço, enquanto houver um aluno que precise de orientação, estarei presente, a qualquer tempo e lugar. Envelhecer não pode significar ser descartado. Envelhecer, para mim, significa acumular experiências e sabedoria – e isso só tem valor se for compartilhado.

Que essa nova jornada seja um exemplo para aqueles que, como eu, já ouviram sussurros de que “é tarde demais”.

Nunca é tarde para recomeçar. Nunca é tarde para aprender. Nunca é tarde para ser útil.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO
Ex-presidente da ARL- Academia Ribeirãopretana de Letras
www.tortoro.com.br
ancartor@yahoo.com

 

COMENTÁRIO(S) SOBRE O ARTIGO ACIMA:

 

Não vai muito longe, aconteceu com o meu esposo. Na hora de entregar os currículos, olhavam a idade e não queriam. Para quem passou por isso, é muito triste, a pessoa se sente no fundo do poço ou melhor descartada. Mas aqui em casa nós não desistimos fácil das coisas, eu com as minhas orações e fé em Deus, consegui levanta – lo. E se Deus quiser vamos lutar, lutar, lutar Com fé em Deus, porque é ele que está no nosso Leme. Eu creio vamos conseguir.

ROSANA ELIAS  – uma grande amiga

Oi ..li seus artigos e este novo onde você se transforma num FÊNIX ! Não consegui me inscrever!!!! É isso…a idade que temos não é cronológica e sim da nossa alma !Espírito jovem sempre com gana para seguirmos aprendendo.Em junho completo 80.. Assustador!? Não…e sim gratidão por chegar até aqui ..E vamos que vamos com fé crescendo a cada dia em nossa jovem alma, Feliz sábado

HELOISA CRÓSIO  -uma grande amiga

 

Parabéns!

Vc não para!!!

Isso mesmo!!!

Vc bota muito jovem no bolso

Feliz com você .

MARIA INÊS PEDROBOM – Profa e uma grande amiga

 

Parabéns.  Professor e mestre . Antônio Carlos Tórtoro . Concordo. Como professora e psicóloga com formação analítica e psicossomática.  Sempre temos que fazer diagnóstico.  Ouvindo os pais e prognóstico com muita  ética.  Hoje todos os problemas que estão na escola. É falta de família,  excesso de celular,  etc. Tudo tem solução.  Com tratamento adequado.  Abraços fraternos.

LUZIA MADALENA GRANATO –  uma grande amiga

 

 

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